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sábado, 12 de novembro de 2011

Software para fichamento: Zotero

Estava fazendo o fichamento na mão, porém quando passei a examinar documentos digitais passei a fazer uma lista em arquivo de texto para depois passar para o papel, ou seja, o meu fichamento estava uma zona.

Passei a procurar por algum programa legal para fichamentos e que rode no linux, pois me recuso a voltar para o windows com todos os seus vírus. Tentei um ou outro que rodava stand alone, mas achei pouco prático. Por fim, uma pesquisa no google me levou ao site do MIT onde encontrei um quadro comparativo entre três softwares para fichamento e havia muitos elogios à facilidade de uso de um plugin do firefox chamado Zotero.

Instalei-o em minha máquina para experimentar, gostei e estou terminando de inserir todas as minhas entradas bibliográficas nele.

Ele permite sincronizar minhas atividades com a internet e depois baixar em outros computadores, o que é uma mão na roda.

Em 2005 quando estava fazendo minha primeira monografia tive um HD queimado e perdi boa parte das referências, pois fazia uns 2 meses que não tirava backup, sincronizar com um servidor na nuvem é a melhor forma de evitar este tipo de catástrofe.

Ele permite referenciar uma entrada em outra, criar citações, tags, etc. E o melhor de tudo, se eu clico em uma entrada e a arrasto para um editor, ele monta a referência bibliográfica para mim. O meu único trabalho é configurar o estilo de referência que eu desejo. Há vários padrões cadastrados, porém não tem o ABNT, para instalá-lo pode usar o seguinte passo-a-passo:

http://meiradarocha.jor.br/news/2010/09/03/estilo-abnt-para-o-zotero/

Vejam exemplos com um padrão de estilo americano, eu apenas cliquei no ítem e arrastei para a janela de edição do post do blog e as referências vieram formatadas tal como seguem.

COUTO, ARI MARCELO MACEDO. Greve na Cobrasma: uma história de luta e resistência. São Paulo: Annablume, 2003. ISBN 85-7419-353-4.
ECO, UMBERTO. Como se faz uma tese. 22ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2009. ISBN 978-85-273-0079-7.
FRAGOSO, ANTÔNIO et al. A Firmeza-Permanente. 2ª ed. São Paulo: Loyola-Vega, 1977.

Como se faz uma tese

O professor Cléber me indicou um livro do Umberto Eco chamado "Como se faz uma tese" para que eu me orientasse mais ou menos sobre como escrever um texto dissertativo voltado para as ciências humanas.

Li boa parte do livro em PDF, gostei bastante e agora adquiri uma cópia física do livro através de troca.

A mais preciosa dica que o livro me trouxe é a humildade.

A primeira vez que me pus a escrever uma monografia queria abraçar o mundo, queria que meu texto fosse realmente significativo, etc. Ao final de dois anos não havia escrito nada e precisei fazer um trabalho medíocre para não jubilar.

Saber que o ofício do pesquisador é o resultado de um acúmulo e quando estamos começando precisamos ser humildes para podermos fazer um trabalho honesto é fundamental.

Outra questão interessante que ele aborda de forma bem clara é como construir um conjunto de referências bibliográficas. Tentei no início fazer em fichas de papel, tal que ele fazia, porém, hoje há o computador para facilitar este tipo de coisa. Achei um programinha bacana que substitui a contento o bloco de papel.

Enfim, há muitos outros pontos interessantes no livro, ele descreve os diversos tipos de dissertação possíveis, os cuidados que devemos ter ao escolher o tema para que ele não fique abrangente demais, como fazer um trabalho de pesquisa minucioso, etc. Quem tiver procurando um bom livro de metodologia na área de ciências humanas eu recomendo este:

Umberto Eco, Como se faz uma tese, 22ª ed., Estudos 85 (São Paulo: Perspectiva, 2009).